Capítulo IV: O AMOR NO MATRIMÔNIO
O nosso Amor Cotidiano (Continuação)
3.
O casamento - A visão sacramental
Numa época em que muitos noivos
dispensam o casamento religioso e se satisfazem com o casamento civil, vamos
insistir no valor profundo do sacramento religioso. Dada a sua importância,
este assunto foi abordado detalhadamente nos TEMAS 11, 12 e 13, cuja recordação
sugerimos nesta oportunidade.
Por esta
razão, para não perdermos o nosso objetivo atual, citaremos a matéria
sacramental apenas em seus pontos essenciais. Por questão didática, recordamos
a definição aprendida na catequese da Primeira Comunhão: sacramentos são sinais sensíveis e eficazes da graça instituídos por
Cristo. Sinal sensível é sempre alguma coisa que se pode ver, ouvir ou
tocar. Nas religiões, o sinal sensível carrega o significado para nos levar
para o mundo insensível, além das aparências, da capacidade humana limitada
pelos seus sentidos, permitindo nos levar a um mundo mais alto, o da vida
divina. Como aprendemos na catequese, para se ver além é preciso a luz da fé, infundida pelo Espírito
Santo; é um dom gratuito que nos permite participar da vida divina.
Qual o sinal
que faz com que algo profundamente material e praticado pela humanidade desde
as eras mais remotas tornou-se um sacramento? O sinal determinante desta
aliança é, sem dúvida, a vontade dos noivos de juntarem suas vidas, fazendo das
duas uma única, a do casal. Esta vontade mútua é manifestada em público pelo sim, que configura o estabelecimento da
aliança, da entrega de um ao outro na mais íntima união possível de um homem e
uma mulher. Enfatiza-se, nesta oportunidade, toda a profundidade de uma palavra
tão curta e tão significativa como é o sim.
Exprime uma capacidade apanágio do ser humano, criado “à imagem e semelhança de
Deus”, o poder de amar. O sim
significa amor.
Agradecendo
a Nossa Senhora sua proteção, sempre lembrando que “... sem mim nada podeis”. (Jo 15,5)
Idalina e Fernando
Equipe de Nossa Senhora do Monte
Serrat
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