COMPROMISSOS DO SETOR

sábado, 17 de fevereiro de 2018

TEMA 31 – AMORIS LÆTITIA (AL) – A ALEGRIA DO AMOR (continuação)

Capítulo IV: O AMOR NO MATRIMÔNIO
(89 AL) SS Francisco, demonstrando, como sempre, o pastor humano, mas realista, inicia dizendo da necessidade de falar do amor, antes de se tratar do Evangelho do Matrimônio e da Família. Não poderemos encorajar um caminho de fidelidade e doação recíproca, se não estimularmos o crescimento, a consolidação e o aprofundamento conjugal e familiar. De fato, a graça do Sacramento do Matrimônio destina-se, antes de tudo, “a aperfeiçoar o amor dos cônjuges”.
SS conclui com uma reflexão muito oportuna: mas a palavra “amor”, uma das mais usadas, muitas vezes aparece desfigurada. Com este ensinamento, SS nos remete para a Carta Encíclica Deus é Amor, de Bento XVI. Nesta oportunidade, lembramos aos nossos leitores que tal assunto foi por nós tratado no TEMA 3. Além do mais, nos enseja a rever alguns esclarecimentos sobre o amor em temas anteriores. Por exemplo, no TEMA 13, o Papa Paulo VI nos ensinou que o vínculo conjugal possui “as características normais do amor natural”. E o que é esse amor natural? O casal Esther Brito e Luiz Marcello foi muito feliz ao defini-lo como “aquele que leva um homem a unir-se a uma mulher e ela a ele, sejam eles católicos, budistas ou até mesmo ateus. É aquele que surge porque ele é macho e fêmea. É aquele que envolve completamente os dois, deitando suas raízes no somático e no psíquico, no erótico e no afetivo, no sensível e no intelectivo, em suma, nas profundezas do ser de um e do outro, como o Gênesis já declarara: “os dois serão uma só carne”.
Parece-nos também muito oportuno o que já foi dito no TEMA 12 sobre o amor e o Sacramento do Matrimônio. “Como cada um dos sete sacramentos, também o matrimônio é um sinal real da salvação, mas de modo próprio” (Fc 13). E qual é esse modo próprio? A resposta do cardeal Joseph Ratzinger, quando prefeito da Congregação para Defesa da Fé, atende ao indagado:
O matrimônio com tudo que supõe, amor e paixão, compromisso e fidelidade, corpo e espírito, sexo e eros... é assumido pelo próprio sacramento. Do mesmo modo que a Aliança fica vazia sem a criação, o ágape é desumano sem o eros. Assim, pois, eros e ágape fazem parte da essência do matrimônio e, por isso, à do próprio sacramento.
Para encerrarmos nossa regressão, lembramo-nos do que foi dito no TEMA 11. Então, qual o sinal que faz com que algo profundamente natural e praticado pela humanidade desde as eras mais remotas tornou-se um sacramento? O sinal determinante dessa aliança é, sem dúvida, a vontade dos noivos de juntarem suas vidas, fazendo das duas uma única, a do casal. Essa vontade mútua é manifestada, em público, pelo “sim” que configura o estabelecimento da aliança, da entrega de um ao outro, na mais íntima união possível de um homem e uma mulher. Enfatiza-se, nesta oportunidade, toda a profundidade de uma palavra tão curta e tão significativa como é o “sim”. Exprime uma capacidade apanágio do ser humano, criado “à imagem e semelhança de Deus”; o poder de amar. O sim significa amor.
Agradecendo a Nossa Senhora sua proteção, sempre lembrando que “... sem mim nada podeis”. (Jo 15,5)

Idalina e Fernando
Equipe de Nossa Senhora do Monte Serrat
Santos (SP)

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