COMPROMISSOS DO SETOR

sexta-feira, 14 de julho de 2017

TEMA 26 – AMOR CONJUGAL – Algumas reflexões (Continuação)
Décimo Segundo Capítulo – À guisa de encerramento

Ao iniciar estas reflexões, tentamos, em sucinta excursão pela história da Igreja, descobrir um fato intrigante: por que o sacramento do matrimônio é tão pouco conhecido?
Em nosso modesto modo de ver, diz o casal autor (p. 151), foi a aversão que, ao longo de muito tempo, marcou o pensamento da Igreja com relação ao corpo, ao sexo, ao casamento. Por isso, nos propusemos a procurar em fonte fidedigna qual o pensamento do Senhor sobre esses assuntos. Foi aí que entramos na análise do livro do Gênesis, guiados, sobretudo, pelas belas e magistrais palavras que João Paulo II nos deixou em suas alocações, como nos diz o casal autor (p. 151).
Terminemos, pois, com as palavras exultantes do que o eminente teólogo Edward Schillebeeckx, que chamou o “evangelho do amor erótico”, o Cântico dos Cânticos. Aliás, o Novo Catecismo lembra que a “tradição sempre o viu como expressão única do amor humano”. É oportuno alertar que o nome de Yahweh aparece uma única vez em toda a extensão de seu texto e, assim mesmo, tão-só para indicar, praticamente, a queda de um raio. Portanto, sem qualquer pretensão teológica. É um livro inspirado para contar todo o valor que o amor humano, sexuado, entre um homem e uma mulher, tem diante dos olhos de Deus (CIC 1611).
O costume de ler o “Cântico” de forma exclusivamente espiritualizante, postiça e artificial fez com que muitos nunca tentassem compreendê-lo em seu verdadeiro sentido, ligado à vida real das pessoas, diz o casal autor (p. 153), referindo-se às colocações do Pe. Luís Stadelmann, SJ.
Já o exegeta italiano, G. Ravasi, membro da Pontifícia Comissão Bíblica, diz que o “amor do Cântico é galhardamente humano, mas este amor humano tem em si uma semente divina, é o paradigma para o conhecimento do “Deus que é amor” (1 Jo 4,8;16).
Ainda o mesmo Ravasi comenta que “a partir de 1,13, ressoa 31 vezes a palavra dodé, que significa “meu amado”, apelido carinhoso, talvez de origem assíria, espécie de “meu benzinho”, semelhante àqueles nomes que os namorados inventam secretamente.
Este TEMA 26 está curto porque deixamos para o próximo tema alguns versos do famoso livro Cântico dos Cânticos, incluído no Antigo Testamento. A obra foi composta depois do exílio babilônico no 5º século a.C., mas o material nela recolhido – principalmente canções de amor – pode ser bem mais antigo. Alguns pensam que o tema versa sobre o amor decidido de uma mulher que ama o que ela quer, apesar da concorrência de Salomão. A interpretação atualmente predominante, conforme já dissemos no Tema 04 (Julho/2016), teria sido dirigida para uma festa israelita de núpcias, elogiando o amor conjugal.
Apesar dessas incertezas sobre sua origem, somos conquistados pela beleza do poema, no qual revezam-se as vozes da Amada e do Amado. É o que veremos no próximo TEMA 27 (Julho/2017).
Agradecendo a Nossa Senhora sua proteção, sempre lembrando que “... sem mim nada podeis”. (Jo 15,5)
Idalina e Fernando
Equipe de Nossa Senhora do Monte Serrat

Santos/SP

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