A CRIAÇÃO DO MUNDO E DO HOMEM
A Criação do Mundo
Creio em Deus, Todo
Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis,
de todo o universo infinitamente grande, cujos corpos ditos celestes
movimentam-se continuamente – não caoticamente, mas obedecendo a leis
físico-matemáticas, algumas das quais já são conhecidas – com destino
desconhecido, infinitamente longínquo, incompreensível à limitada mente humana.
Em oposição, Deus
elegeu o planeta Terra, para nele implantar, por amor, o seu plano de criação,
onde todos os seres originam-se primariamente de partículas microscópicas, os
átomos, cujos núcleos centrais resultam da agregação de minúsculas partículas,
os prótons e nêutrons, tendo ao seu redor os elétrons em círculos permanentes.
A vida
Alguns seres são
inanimados, são os do reino mineral, outros, porém, são animados, são dotados
de vida, esse dom precioso, porém misterioso, apenas conhecido em suas
manifestações; assim, tais seres podem se alimentar e deste modo sobreviver; é
bem verdade durante um período de vida variável conforme a espécie, entretanto,
sempre limitado, findo o qual sucumbem, mas em compensação, podem se reproduzir
e assim garantir a perenidade da espécie. Alguns são estacionários, permanecem
parados, são os do reino vegetal; outros, contudo, podem se movimentar, são os
do reino animal; e, segundo uma complexidade crescente como uma evolução
progressiva, vão surgindo as numerosas espécies até atingir a maior perfeição
nos seres humanos, sobre o domínio dos quais todas as outras foram colocadas.
O espírito
Sua diferença
essencial, entretanto, é que as demais espécies têm apenas corpo, enquanto os
humanos, criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26), além dele possuem uma
alma, de natureza totalmente diferenciada, espiritual e por isso imortal; ela
possui, dentre outras, duas qualidades de dignidade incomparável: a
inteligência e a vontade. Pela primeira, os seres humanos podem tomar
consciência de sua identidade no plano da criação e pela segunda, podem
deliberar autônoma, independente, livremente, porém devem fazê-lo com
responsabilidade em razão das consequências advindas.
Graças espirituais
Do mesmo modo que
nossos corpos necessitam das energias solares para sobreviverem, nossas almas
precisam das graças espirituais, santificantes, que Deus as dá para todos, pela sua misericórdia, na medida,
porém, que lhe aprouver.
Amor
Depois que escrevemos
até este ponto, sentimos um vazio inexplicável e percebemos então que o
sentimento do amor deveria estar mais presente em nossas reflexões. Foi quando
entendemos São Paulo (1 Cor 13,2) assim se expressar.
Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os
mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas,
mas não tivesse amor, eu nada seria.
Sendo, portanto, o
amor fundamental, como nos ensina São Paulo, constituindo mesmo o critério de
nosso julgamento perante Deus (Mt 25 31-46) e, em consequência, o que dá
sentido às nossas vidas, aprendamo-lo, ainda que sucintamente (por falta de
espaço e tempo) o que nos ensina Sua Santidade Bento XVI, em sua encíclica Deus é Amor. É o que veremos a seguir.
Hoje ficamos por aqui,
agradecendo a Nossa Senhora os benefícios recebidos, lembrando sempre que “... sem mim, nada podeis fazer” (Jo
15,5).
Idalina e Fernando
Equipe Nossa Senhora
do Monte Serrat
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