10.
Essa solução (celibato) é ideal. Podemos esperá-la da parte de
todos os separados ou divorciados? Creio que não. Tendo em vista as reflexões
anteriores (ignorância – imaturidade), para muitos separados se abre um
problema humano dramático. A sexualidade implantada pelo Criador nas pessoas
humanas. A natureza pede o uso da função procriadora. A solidão psicológica
torna-se pesada. O celibato passa a ser vivido autenticamente... (pg 33).
11.
Há, na realidade, diferença entre aqueles que sinceramente se
esforçam para salvar o primeiro matrimônio e foram injustamente abandonados e
aqueles que, por sua grave culpa, destruíram um matrimônio válido. (pg 33/34)
12. Podem julgar que, diante de Deus, não se sentem capazes de assumir
uma vida celibatária? E um novo matrimônio, levado adiante com madureza, seria
a melhor solução compatível com sua condição humana? (pg 35)
13. A misericórdia de Deus envolve também os recasados... O padre, na
base, precisa transmitir a confiança nesse amor misericordioso para que as
pessoas recasadas não se sintam... (pg36)
14. Com firme confiança, ela (a Igreja) vê que, mesmo aqueles que se
afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado, poderão obter de
Deus a graça da conversão e da salvação a perseverarem na oração, na penitência
e na caridade. (pg 37)
Obs.: A vivência madura do casamento supõe estes atos. (FGM)
15. Outro pode ser íntegro no campo sexual, mas empedernido diante dos
problemas sociais. Talvez a longa história do rigor moral aplicado ao sexto
mandamento tenha colocado os pecados contra esse mandamento em destaque
indevido. A permissividade moderna pode ser uma reação ao contrário. (pg 38)
16. O padre que, na base, acompanha a caminhada espiritual dos fiéis é
muito mais terapeuta e mistagogo (orientador religioso) do que juiz. Ajudará a
cada um a formar autêntica e sinceramente a sua própria consciência, isto é,
conduzi-lo à madureza cristã e a ser fiel aos ditames de sua consciência. Mais:
ajudará a cada um, sempre de novo, a se “converter e crer na Boa Nova” (o
Evangelho), crer na misericórdia do Pai e não angustiadamente debater-se e
atormentar-se sempre de novo com a pergunta: “Estou em estado de pecado
mortal?” (pg 39/40)
17. Podem os católicos recasados chegarem a formar uma consciência
tranquila, no sentido de não se sentirem em estado de permanente adultério? De
se sentirem em paz com Deus ao terem assumido uma nova união como melhor
solução – possível ao seu alcance na situação que os envolveu? (pg 40)
18. Os divorciados, talvez com 30 anos, sentem que têm ainda uma longa
vida diante de si. O impulso de “refazer a vida”, recasando, pode tornar-se
irresistível. (pg 40)
19. Mesmo considerando essa “normalização” como uma praga, o cuidado
pastoral precisa acompanhar também os que caminham por tal estrada,
objetivamente errada, mas subjetivamente escolhida como mal menor para se poder
sobreviver com dignidade e sem desespero. (Papa João Paulo II). (pg 42)
20. A Igreja, com efeito, instituída para conduzir à salvação todos os homens e sobretudo os batizados, não pode abandonar aqueles que, unidos pelo vínculo matrimonial sacramental, procuram passar a novas núpcias. (O negrito é nosso).
Agradecendo a Nossa Senhora sua proteção, sempre lembrando que “... sem mim nada podeis”. (Jo 15,5)
Idalina e Fernando
Equipe de Nossa Senhora do Monte Serrat
Santos/SP
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