Décimo Segundo Capítulo – À guisa de encerramento (Continuação do TEMA 26)
Reproduzimos a seguir, os versos do famoso livro, tradução da Bíblia de Jerusalém, esclarecendo ainda que os versos aparecerão também sem as imagens e comparações de sabor oriental que, para nós, gente que vive no ocidente, em pleno terceiro milênio, já não dizem nada ou, até mesmo, tornam-se imperceptíveis.
Ela:
“Beija-me com os beijos de tua boca!
Teus amores são melhores do que o vinho,
O odor dos teus perfumes é suave! (1,1-3)
Arrasta-me contigo, corramos!
Leva-me, ó rei, aos teus aposentos
E exultemos! Alegremo-nos em ti.” (1,4)
Ele:
“Levanta, minha amada,
Formosa minha, vem a mim!
Pomba minha!
Deixa-me ver tua face,
Deixa-me ouvir tua voz,
Pois tua face é tão formosa
E tão doce a tua voz.” (2,13-14)
“Como és bela, minha amada,
Como és bela!
São pombas teus olhos
Escondidos sob o véu!
Teus dentes... teus lábios...
Teu pescoço... teus peitos...
És toda bela, minha amada,
E não tens um só defeito!
Roubaste meu coração,
Minha irmã, noiva minha
Roubaste meu coração!” (4,1-5)
“Como és bela, quão formosa,
Que amor delicioso!
Tens o talhe da palmeira,
E teus seios são os cachos.
Pensei: vou subir à palmeira
Para colher dos teus frutos!
Sim, teus seios são cachos de uva,
E o sopro das suas narinas perfuma
Como o aroma das maçãs.
Tua boca é um vinho delicioso
Que se derrama na minha,
Molhando-me lábios e dentes.” (7,7-10)
Ela:
“Eu sou do meu amado,
Seu desejo o traz a mim.
Vem, meu amado,
Vamos ao campo,
Pernoitemos sob os cedros,
Madruguemos pelas vinhas...
Lá te darei meu amor.” (7,11-13)
“Encontrando-te fora, eu te beijaria,
Sem ninguém me desprezar;
Eu te levaria, te introduzia
Na casa de minha mãe,
E tu me iniciarias;
Dar-te-ia a beber vinho perfumado
E licor de minhas romeiras.
Sua mão esquerda
Está sob minha cabeça,
E com a direita me abraça.” (8,1-3)
“Grava-me,
Como um selo em teu coração;
Pois, o amor é forte, é como a morte!
Cruel como um abismo é a paixão;
Suas chamas são chamas de fogo,
Uma faísca de Yahweh.
As águas da torrente jamais poderão
Apagar o amor,
Nem os rios afogá-lo.
Quisesse alguém dar tudo o que tem
Para comprar o amor...
Seria tratado com desprezo.” (8,6-7)
E, a 25 de janeiro do ano da graça de 2003, na festa litúrgica da conversão de Paulo Apóstolo, unidos assim à Igreja que já está lá no céu, encerra o casal autor o seu excelente trabalho com o salmo de Isaías:
“Dai louvores ao Senhor, anunciai suas maravilhas entre os povos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas” (Is 12,6).
E, como ensinava Santo Inácio, Ad Maiorem Dei Gloriam.
Agradecendo a Nossa Senhora sua proteção, sempre lembrando que “... sem mim nada podeis”. (Jo 15,5)
Idalina e Fernando
Equipe de Nossa Senhora do Monte Serrat
Santos/SP
Nenhum comentário:
Postar um comentário