“Completo,
na minha carne, o que falta nas tribulações de Cristo” (Col 1,24).
Col 1,23-29
(Doutor, o nutrício e o pedagogo)
Acredito que o
discernimento está entre o Pai e o filho. Como diz Santo Hilário, o Amante
(Deus Pai) e o Amado (Cristo-Senhor) estes produzem o Amor (O Espírito). Na
situação de vida que serve como referência do amor conjugal. O pai que ama a
esposa e quer o filho por perto torna possível ou não o esperado.
Nos nossos
contextos apresentamos um sentido de pertença, mas condicionados por uma
liberdade irreflexiva, muitas vezes como fato sem razão, mais parecendo que não
temos identidade, participamos como em um laboratório de expectativas, mais
como observadores sem compromisso.
Observo uma má-fé
com relação ao que abraçamos poucos esforços, contaminação e distância frente à
vontade do Pai. Pelo fato de sermos filhos prediletos tornamo-nos mimados,
esvaziados e sem santidade. O sentido de pertença esta em dicotomia, isso se
torna a nossa miséria.
Não Pai, não quero
ir, não conte comigo. Isso traz recordações das nossas próprias ações, quanto
mais argumentamos em não atender ao pedido mais ainda aparece à assiduidade dos
afazeres e bem querer que nos acompanham. Quanto mais prepotentes mais envolvidos
nos tornamos, pois somos cúmplices. Mesmo com alergia, vendo incoerência, justificando
o meu nadaficar ainda tenho o Pai presente em mim.
Isso
mais parece um jogo interesseiro, onde as decepções são contadas muitas vezes pelo
fatalismo, o mais nada, o nada trás, o estar fora do lugar. Sabemos das
condições que nossas equipes dentro do movimento nos convocam. É preciso
aceitar a disciplina, responder com afinco o convite, o cuidar e o entrar no
jogo do bem querer. Como diz o Pai: nosso cristianismo é vivido em comunidade,
em família e a eucaristia é lugar privilegiado, se vista e vamos juntos...
Frei Lino de Oliveira OC
SCE Setor B ENS Santos
24 maio 16
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